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Tarcísio Meira


Tarcísio Magalhães Sobrinho nasceu em 05 de outubro de 1935, em São Paulo. É casado com a atriz Glória Menezes, com quem tem um filho, Tarcísio Filho, também ator. Estreou no teatro em 1957, na peça A Hora Marcada e, em 1959, já brilhava em O Soldado Tanaka, de George Kaiser, que fez a convite de Sérgio Cardoso.

Antes disso, porém, Tarcísio Meira atuou em várias peças de teatro, como Chá e simpatia (1957), de Robert Anderson, e Quando as Paredes Falam (1957), de Ferencz Molnar, com a Companhia Nydia Licia-Sérgio Cardoso. Quando jovem, pretendia se tornar diplomata, mas foi reprovado na primeira prova que fez para o Instituto Rio Branco e desistiu.

A estreia na televisão foi no ano de 1959, em Noites Brancas, adaptação do romance de Dostoievski, um teleteatro da TV Tupi, dirigido por Geraldo Vietri. Em outro teleteatro da mesma emissora, Uma Pires Camargo (1961), contracenou pela primeira vez com Glória Menezes, com quem casaria pouco tempo depois e os dois passariam a formar um dos casais de maior sucesso da televisão brasileira. Ainda na TV TUPI participou das novelas e teleteatros Cleópatra; A Intrusa; Noite Eterna; Maria Antonieta; A Única Verdade; O Choque e outros.

Ele foi o galã da primeira telenovela diária da televisão brasileira, 25499 Ocupado (1963), de Dulce Santucci, e que foi transmitida pela TV Excelsior de São Paulo e pelo canal 2 do Rio de Janeiro. No papel de Larry, atuou ao lado da já mulher na vida real, Glória Menezes, que viveu a personagem Emily.

Protagonizou ainda mais sete telenovelas na mesma emissora até se transferir com Glória para a Rede Globo, onde estrearam em Sangue e Areia, escrita por Janete Clair. A partir daí, Tarcísio se tornou uma das presenças mais constantes da teledramaturgia brasileira e já tem mais de 50 trabalhos entre telenovelas; minisséries e seriados de televisão.

Em 1968, participou de A Gata de Vison, de Glória Magadan, contracenando com Yoná Magalhães. O público reclamou e, pouco depois, Tarcísio Meira voltaria a atuar com Glória Menezes, em Rosa Rebelde, de Janete Clair. Em 1970, Tarcísio Meira protagonizou Irmãos Coragem, de Janete Clair, vivendo o personagem João Coragem, que fazia par romântico com Lara, interpretada por Glória Menezes. Dirigida por Daniel Filho e Milton Gonçalves, a novela foi um dos maiores sucessos da fase preto-e-branco da televisão brasileira.

No ano seguinte, voltaria a fazer dupla com a esposa na novela O Homem que Deve Morrer, também de Janete Clair. Um dos destaques da trama foi a abordagem de um transplante de coração, cirurgia realizada pela primeira vez no Brasil em 1968. Em 1973, o ator participou de Cavalo de Aço, de Walther Negrão, que marcou a introdução definitiva do merchandising nas telenovelas da TV Globo. Nesse mesmo ano, atuou ainda em O Semideus, de Janete Clair.

Em 1975, Tarcísio Meira viveu o fazendeiro Antônio Dias, em Escalada, de Lauro César Muniz. O ator fazia seu personagem tanto jovem quanto aos 70 anos, o que demandou um grande trabalho de interpretação. Após uma participação especial como D. Pedro I, em Saramandaia, de Dias Gomes, participou de mais duas novelas de Lauro César Muniz: Espelho Mágico, em 1977, e Os gigantes, em 1979.

Em 1980, Tarcísio Meira deu vida a mais um personagem criado por Janete Clair, o artista plástico Juca Pitanga, na novela Coração Alado. Na trama, fez parte do triângulo amoroso formado também por Débora Duarte e Vera Fischer. Em seguida, participou de Brilhante, de Gilberto Braga, onde voltou a atuar com Vera Fischer.

Em 1983, em Guerra dos Sexos, de Silvio de Abreu, interpretou o seu primeiro personagem cômico. Estrelada por Paulo Autran e Fernanda Montenegro, a novela recebeu diversos prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), entre os quais o de Melhor Novela do Ano e de Melhor Texto. Tarcísio Meira viveu o trapalhão Felipe, papel que rompia com a imagem de galã do ator.

Em 1984, Tarcísio Meira trabalhou na minissérie Meu Destino é Pecar, de Euclydes Marinho, ao lado de Lucélia Santos. No ano seguinte, interpretou o Capitão Rodrigo Cambará, na minissérie O Tempo e o Vento, de Doc Comparato, baseada na primeira parte da trilogia de Érico Veríssimo (O continente). Às vésperas de completar 50 anos de idade, Tarcísio Meira relutou em aceitar o papel, preferindo o personagem Licurgo Câmara. No entanto, depois de muita insistência da direção da TV Globo, resolveu aceitar o desafio, e acabou vivendo um dos seus personagens mais marcantes.

Ainda em 1985, Tarcísio Meira participou de mais uma minissérie: Grande Sertão: Veredas, adaptação de Walter George Durst da obra homônima de Guimarães Rosa. Tarcísio Meira viveu outro capitão, o traidor Hermógenes, rompendo novamente com sua imagem de galã. Os 25 capítulos da minissérie foram gravados ao longo de 90 dias, durante os quais até dois mil profissionais se embrenharam no sertão, em um grande esforço para traduzir a obra de Guimarães Rosa para a linguagem televisiva.

Em 1986, Tarcísio Meira voltou a atuar em novelas, interpretando o empresário sem escrúpulos Renato Villar, que descobre ter um tumor no cérebro, na novela Roda de Fogo, de Lauro César Muniz. Em 1988, Tarcísio Meira e Glória Menezes estrelaram Tarcísio & Glória, criado por Daniel Filho, Euclydes Marinho e Antonio Calmon. O seriado inaugurou uma linha de co-produção na Rede Globo. Além de atores, Tarcísio Meira e Glória Menezes eram também os produtores do programa. Eles negociavam patrocínios e merchandising e dispunham de participação nos lucros do empreendimento, inclusive nas vendas para o exterior. Tarcísio Meira chegou também a dirigir alguns episódios do seriado.

Em 1990, participou da minissérie Desejo, escrita por Glória Perez, interpretando o escritor Euclides da Cunha, que formava um triângulo amoroso com os personagens de Vera Fischer e Guilherme Fontes. Nesse mesmo ano, trabalhou em Araponga, novela escrita por Dias Gomes, Lauro César Muniz e Ferreira Gullar, que tinham como proposta manter uma estrutura de telenovela com o ritmo de minissérie.

Na década de 1990, Tarcísio Meira atuou ainda nas seguintes novelas: protagonizou De Corpo e Alma (1992), de Glória Perez, no papel do juiz Diogo; fez uma participação especial como Feliciano Mota da Costa, em Fera ferida (1993), de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares; viveu o empresário inescrupuloso Raul Pelegrini, em Pátria Minha (1994), de Gilberto Braga, e o executivo bem sucedido César Toledo, em Torre de Babel (1998), de Silvio de Abreu. O ator participou também, em 1996, da primeira fase da novela O Rei do Gado, de Benedito Ruy Barbosa, interpretando o personagem Giuseppe Berdinazzi.

Ainda na década de 1990, Tarcísio Meira participou de duas minisséries. Em 1998, interpretou o coronel João, em Hilda Furacão, de Glória Perez. Em 2000, atuou em A Muralha, escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro.
Em 2001, Tarcísio Meira interpretou o fotógrafo João Medeiros, na novela Um Anjo Caiu do Céu, de Antônio Calmon. No ano seguinte, atuou em O Beijo do Vampiro, do mesmo autor. O ator fez uma participação especial na novela Senhora do Destino, de Aguinaldo Silva, no papel de José Carlos Tedesco, em 2004. No mesmo ano, atuou na minissérie Um Só Coração, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, quando viveu o coronel Totonho, ou Antônio de Sousa Borba.

Em 2005, fez nova participação especial desta vez como John Mcgold, na novela Bang bang, de Mário Prata. Voltou a estrelar uma novela das oito da TV Globo no ano seguinte, em Páginas da Vida, de Manoel Carlos, na qual interpretou o patriarca Aristide Martins de Andrade. Em 2007, fez uma participação especial nos primeiros capítulos de Duas Caras, de Aguinaldo Silva, como o inescrupuloso Hermógenes.

Estreou em A Favorita (2008), de João Emanuel Carneiro, no papel do idealista Copola, antigo amor de Irene Fontini, vivida por Glória Menezes.

Também no cinema, Tarcísio Meira se tornou um dos principais atores, principalmente nos anos 1970 e 1980. O primeiro filme em que atuou foi Casinha Pequenina (1963), ao lado de Mazzaropi; entre seus maiores sucessos estão Missão: matar (1972), de Robert L. Fisch, A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha, Eu Te Amo (1981), de Arnaldo Jabor, O Beijo no Asfalto (1980), de Bruno Barreto, Amor Estranho Amor (1982), de Walter Hugo Khouri, e Boca de Ouro (1990), de Walter Avancini. Por sua atuação nesse último, recebeu o prêmio de melhor ator do Festival Latino do Filme de Nova York.

No teatro, Tarcísio Meira atuou em Tudo bem no ano que vem (1976), de Bernard Slade, Um dia muito especial (1986), de Ettore Scola, vivendo Gabriel, um homossexual perseguido pelo nazismo, O duplo (1992), de Domingos Oliveira, e E continua... tudo bem (1996), sequência da peça de Bernard Slade. Nessas quatro peças, atuou ao lado de Glória Menezes.

Teatro

1996 – E continua…tudo bem
1992 – O duplo
1986 – Um dia muito especial
1976 - Tudo Bem no Ano Que Vem
1964 - Toda Donzela Tem Um Pai que É Uma Fera
1959 – O Soldado Tanaka
1957 – A Hora Marcada
1957 – Chá e simpatia
1957 – Quando as peredes falam
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