Veja imagens da peça de Marjorie Estiano

Divulgação

Marjorie Estiano é destaque de Inverno da Luz Vermelha
01/04/2011 10:00 - Do ClickCultural

Amor e obsessão são sentimentos que nem sempre possuem uma fronteira bem definida. Quando eles se envolvem em um triângulo amoroso, o resultado costuma ser devastador. Esses são os temas do espetáculo com Marjorie Estiano que está no Rio de Janeiro.

Em Inverno da Luz Vermelha, o americano Adam Rapp construiu um delicado estudo sobre o tema, ao retratar as consequências que uma noite em comum pode trazer à vida de três pessoas.

Veja imagens da peça de Marjorie Estiano

Indicado ao Prêmio Pulitzer em 2006, o texto é o responsável pela volta de Monique Gardenberg à direção teatral depois de três anos. Com André Frateschi, Marjorie Estiano e Rafael Primot no elenco, o espetáculo chega ao Rio no próximo dia 18 de março, no Teatro Gláucio Gill, depois de temporadas bem-sucedidas em São Paulo e Brasília.

Na trama, em uma noite no Red Light District, conhecido como o ‘Bairro da Luz Vermelha’, em Amsterdam, os amigos e turistas David (André Frateschi) e Matheus (Rafael Primot) tem contato com uma mesma mulher (Marjorie Estiano). De personalidades quase opostas, cada um absorve a experiência de forma diferente. Um ano depois, já de volta ao seu país de origem, ela os reencontra e o público percebe como a experiência mexeu – em graus bem diferentes – com cada um dos envolvidos.

O espetáculo possue diálogos realistas e apresenta aos poucos a complexa personalidade de cada um dos três personagens. ‘Fui aos poucos descobrindo as manobras do Adam Rapp, a sensibilidade dele para criar diálogos que soariam perfeitos na boca do elenco, jogos de cena deliciosos e uma qualidade poética que se esconde atrás de situações e falas banais’, conta Monique, que foi apresentada ao texto por Rafael Primot.

Na época, ele estava em busca de uma diretora para a peça, pois acreditava que o tema pedia um olhar feminino. Ainda suspeitando da força do texto, mas movida por sua admiração por Rafael, ela aceitou o convite e também assumiu a adaptação do original. Adam Rapp – assim como Robert Lepage, Neil LaBute e Jon Fosse – é mais um autor que tem sua obra encenada pela primeira vez em palcos brasileiros sob o olhar da diretora.

Com três longas no currículo (‘Jenipapo’, ‘Benjamim’ e ‘Ó Paí Ó’), Monique ficou conhecida por imprimir um rigor cinematográfico em suas direções teatrais. Seja pela sucessão de efeitos cênicos no fenômeno ‘Os Sete Afluentes do Rio Ota’ (2002) – montagem de cinco horas de duração que levou mais de 150 mil espectadores ao teatro – ou mesmo pela filigranada direção de atores em ‘Baque’ (2004) ou ‘Um Dia, No Verão’ (2007).

‘São todos autores contemporâneos, e este é o único ponto em comum entre eles. O texto do ‘Rio Ota’ é baseado no poder da síntese. Lepage faz pouco uso das palavras para contar uma saga de cinco horas. Por isso mesmo ele está muito próximo do cinema. Em ‘Baque’, eu lidava com três monólogos confessionais, eram três contadores de histórias. Enquanto que em ‘Um Dia, No Verão’ me deparei com um texto exaustivamente repetitivo, já que nenhuma personagem ouvia o outro, enquanto tentava ser compreendido. Era uma peça sobre a incomunicabilidade. Agora não, tudo é muito realista, as pessoas falam o tempo todo, outras escutam, retrucam, discutem, brigam, brincam. O jogo é intenso, compara Monique.


Serviço

Local: Teatro Gláucio Gill
Endereço: Praça Cardeal Arcoverde, s/n. – Rio de Janeiro
Data: Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 18h até o dia 8 de maio
Tel: (21) 2547-7003
Preço: R$ 30

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